eles ficam juntos até de madrugada, na maior pegação. no dia seguinte, se encontram e se cumprimentam com beijo no rosto. andam separados na rua e almoçam juntos sem muita intimidade. vão ao cinema e só no meio do filme as mãos se encontram e rola um beijo. e a partir dali eles vão voltando aos poucos ao estágio da noite anterior. coisa de adolescente? sei não, tenho visto acontecer com pessoas de vinte e tantos por aí.
num outro caso, ela fica o dia inteiro no msn esperando ele aparecer e nada. de um em um minuto atualiza a página do orkut pra ver se a carinha dele aparece e nada também. não manda mensagem com medo de parecer grudenta, já que mandou na noite anterior e ele não respondeu. mas ainda tem esperança que ele responda. quando ele finalmente entra no msn, ela sente aquele friozinho na barriga. espera pra ver se ele vai falar com ela. mas como ele não fala, ela toma a iniciativa, trinta segundos depois.
de duas uma: ou a adolescência anda se arrastando demais ou somos eternos adolescentes tentando esconder nossos momentos “miguxa”.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
nem queria mesmo...
hoje você me chamou pra sair e eu não quis ir.
mas confesso que fiquei feliz, só por você ter ligado. assim, do nada, sem que eu esperasse. do jeito que você costumava fazer. do jeito que eu gosto.
mulher é bicho bobo mesmo.
mas confesso que fiquei feliz, só por você ter ligado. assim, do nada, sem que eu esperasse. do jeito que você costumava fazer. do jeito que eu gosto.
mulher é bicho bobo mesmo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
dia 16
hoje é dia de ficar um pouco pra baixo. não é só a chuva lá fora. são os três meses, que completam hoje. três meses atrás estive no pior dia da minha vida. sem exageros. perdi meu chão, e tudo mais... paredes e teto. foi quando 41 meses de história tiveram fim. a metamorfose que aconteceu desde então foi impressionante. o que me faz concordar com todas as pessoas que me consolaram na época tendo como argumento o tempo. mas é tudo muito estranho... como se duas vidas existissem, sem brincadeira. e concordo com Samuel Rosa quando ele confunde ter vivido ou sonhado, de tão surreal que se tornam as coisas. antes e depois do dia 16 de setembro de 2008. pro bem ou pro mal. o que sei é que todos os dias 16 terão este gosto: meio doce e meio amargo.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
salve santo antônio
- filha, eu tô ficando muito preocupada com essa história de você saindo de carro e chegando de madrugada.
- ué, mãe. o que você sugere?
- arruma um namorado que te leve e te busque.
- tá. hoje vou ficar no estacionamento do shopping e ver se alguém anima de namorar comigo.
- ué, mãe. o que você sugere?
- arruma um namorado que te leve e te busque.
- tá. hoje vou ficar no estacionamento do shopping e ver se alguém anima de namorar comigo.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
mais acerca dos relacionamentos abertos
caso 1: ela define como relacionamento aberto. eles saem juntos, dormem juntos e se amam. mas não têm problema algum em ficar com outras pessoas. a regra é nunca esconder. dessa forma, nunca há traição. o ciúmes ela diz conseguir controlar bem: “seria pior ficar sempre na dúvida”.
caso 2: ela define como namoro. enquanto eles moravam há mais de 1000 km de distância um do outro, a coisa caminhava bem. de ficantes eles passaram a namorados, assim, à distância mesmo. se falavam todos os dias e morriam de saudades. agora ela voltou e, além de se falarem todos os dias, eles se vêem todos os dias. ela o ama, mas tem dias que tem vontade de largar tudo e cair na estrada – ou voltar à vida de pegação.
caso 3: ela define como ficada. um não sabe o que o outro sente, mas eles têm vontade de se ver. não é proibido ficar com outros; o proibido é falar sobre isso. ainda que eles continuem se vendo todo fim de semana, tomando um cuidado extremo, claro, pra evitar de cobrarem e serem cobrados. eles têm lá seus traumas e não querem namorar – pelo menos não no sentido usual da palavra. ela sente falta dele. quando encontra gosta, mas tem certeza que ele não é o cara.
definitivamente namorar está fora de moda. será a monogamia o problema das decepções amorosas? será que é saudável ter relações com várias pessoas mesmo que a gente goste só de uma? serão os relacionamentos abertos a solução?
caso 2: ela define como namoro. enquanto eles moravam há mais de 1000 km de distância um do outro, a coisa caminhava bem. de ficantes eles passaram a namorados, assim, à distância mesmo. se falavam todos os dias e morriam de saudades. agora ela voltou e, além de se falarem todos os dias, eles se vêem todos os dias. ela o ama, mas tem dias que tem vontade de largar tudo e cair na estrada – ou voltar à vida de pegação.
caso 3: ela define como ficada. um não sabe o que o outro sente, mas eles têm vontade de se ver. não é proibido ficar com outros; o proibido é falar sobre isso. ainda que eles continuem se vendo todo fim de semana, tomando um cuidado extremo, claro, pra evitar de cobrarem e serem cobrados. eles têm lá seus traumas e não querem namorar – pelo menos não no sentido usual da palavra. ela sente falta dele. quando encontra gosta, mas tem certeza que ele não é o cara.
definitivamente namorar está fora de moda. será a monogamia o problema das decepções amorosas? será que é saudável ter relações com várias pessoas mesmo que a gente goste só de uma? serão os relacionamentos abertos a solução?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
(in) compatibilidade amorosa
sempre me dei melhor com taurinos e capricornianos - já diria minha sinastria amorosa. namorei dois anos e meio com um geminiano, com quem tive lá meus altos e baixos. gêmeos é meu ascendente e o signo do meu pai. sintam-se a vontade pra tirar as próprias conclusões astrológicas disso.de repente, um virginiano como eu. eu, que tenho o sol, a lua e mercúrio em virgem, acabo me deparando logo com um virginiano. perfeccionista como eu, introspectivo como eu, observador como eu.
de acordo com o zodíaco, "se não surgirem arranca-rabos (corteses) sobre a aplicação do dinheiro do casal, o número exato de dias para se tirar férias, a quantidade precisa de sal a ser posta na comida e se as contas do mês devem ser arquivadas na pasta azul ou roxa, serão o casal-modelo. os outros casais do zodíaco sempre se referirão a eles com uma ponta de inveja: 'como é que eles conseguem trocar de carro todo ano? como é que as crianças deles nunca foram suspensas do colégio? como é que nunca se soube de duma briga deles, em todos esses anos?' nunca se terá notícia, também, dos dois arrulhando como pombinhos."
se isso é bom ou ruim, eu não sei. só sei que tem sido uma experiência interessante encontrar características tão minhas em outra pessoa. e o melhor: saber muitas coisas sobre ele que ele nem imagina que eu possa desconfiar. não adianta esconder, virginiano, eu te conheço melhor do que a mim mesma.
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