sábado, 29 de novembro de 2008
Dor de amor
Quem me dera as coisas fossem mais práticas.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
my happy ending
ondas amarelas na contorno cheia, a cidade simplesmente me odeia.”
meu final feliz não tem duas pessoas dizendo “eu te amo” e se beijando apaixonadamente.
mas tem duas pessoas que se gostam muito. e que aprenderam, finalmente, a se respeitar.
no meu final feliz, os qüinhentos e oitenta e seis quilômetros viraram nove mil seiscentos e quarenta e dois. os seis meses de conversas deliciosas, músicas, sexo, abraços, dúvidas e angústia viraram palavras doces de admiração.
no final, ele não era louco. era só um romântico.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
resolução de ano novo
isso significa que eu não vou repetir – over and over again – os acontecimentos da primeira vez que a gente se beijou. nada de palmas das mãos coladas, risos, dedos se entrelaçando e um beijo doce que tirou meu chão.
significa que um sorriso não vai se abrir no meu rosto, simplesmente porque eu me proibi de pensar naquela madrugada, quando eu dei boa noite e me virei pra dormir. e você me puxou pelo pijama, me abraçou e ficou assim, até quase meio-dia.
significa também não sentir aquele aperto no peito. aquele, de dizer tchau, entrar no ônibus e ver você encostado na parede da rodoviária. e o ônibus não ia embora. nem você.
abrir mão disso, é abrir mão da trilha-sonora-de-casal mais linda que eu já vi. e é não me irritar com as suas manias estranhas.
não dar os últimos minutos do meu dia pra você é saber que a sensação de “nós” vai passar. é uma escolha. é que a gente teve poucos momentos. e eu me agarrava a eles por não querer tirar você da cabeça. porque a saudade me parecia melhor do que admitir o que a gente já sabia: 586 km é coisa demais. até pra um coração gordo.
eu tava decidida.
mas recebi um email seu.
você falava de saudades e de vontade de ficar junto.
ai, meu coração.
desabafo de uma manhã nublada
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Assim...
cena patética 4
ainda bem que amanhã eu tenho terapia.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Hoje só tenho vontade de escrever.
são seis da manhã e eu não tenho pra onde ir.
e que não importa quantos Joãos, Daniéis e Rafaéis me levem ao cinema, me convidem pra almoçar ou me acordem de madrugada com um SMS bonitinho, ainda vai doer.
e não importa que o Fernandinho elogie o meu perfume.
era o seu cheiro que eu queria sentir.
é muito ruim acordar com saudades.
e saber que um abraço seu não tem previsão pra acontecer.
a distância física é um saco.
mas não é nada perto dessa barreira que a gente colocou entre a gente.
aí, cabeção.
como eu quero você.
sonhei com o seu sotaque hoje.
vem me dar um beijo, vem.
e depois, me coloca pra domir.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Hoje eu saí com um homem sensacional.
homem pensa diferente da gente
e isso serve pra eles também. "nossa, não sei porque ela se importou tanto com uma coisa tão besta". besta pra você, né, meu amigo? mas pra ela vale mais do que tudo.
pronto, acho que já estou estudada pra minha prova de antropologia.
* ok, eu sou hipócrita. faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Relacionamento aberto. Defina.
cena patética 3
ele não é do tipo que fica na internet o dia inteiro, como eu. resultado: eu, boba que só, contando as horas pra ele entrar e a gente se encontrar "por acaso" online. daí ele vai e entra enquanto eu estava fora. quando eu volto encontro a resposta dele e penso "droga, perdi". e agora eu já sei exatamente os dias e as horas em que ele costuma entrar. e fico me planejando pra não perdê-lo de novo.
enquanto isso, dos psicopatas eu quero distância - e, sem perceber, vou me transformando aos poucos em um deles.
tô ficando preocupada. de verdade. alguém tem um amigo pra me apresentar?
domingo, 16 de novembro de 2008
será que eu vou ser assim quando eu for mãe?
- não, mãe. e ele não é meu namorado.
(...)
- me mostra a foto dele no orkut?
- não, mãe, não inventa.
a irmã pentelha intromete:
- ela pediu pra eu entrar no orkut dele pelo meu, pra ele não ver que ela tava fuçando. eu falei pra ela desligar o fuçador, mas ela disse que não sabia fazer isso.
- mãe! já que você já viu agora, pra quê você quer que eu entre de novo?
- ah, pra ver mais.
quando será que as mães vão entender o significado da palavra "ficar"?
eu conheci o amor da minha vida.
seguiu o caminho dele e eu o meu.
eu conheci o amor da minha vida.
e 4,2 segundos depois, eu o perdi de vista. talvez pra sempre.
é muito frustrante isso de saber que o amor da vida da gente tá assim tão perto.
e eu nem sei o nome dele.
será que ele também tá pensando em mim?
eu conheci o amor da minha vida.
tomara que com o próximo, eu ao menos troque telefones.
mas, por enquanto, é pelo moço bonito de terno que eu vou suspirar.
Te amo da ponta do nariz à sola do pé
cena patética 2
e precisa repetir que tudo que eu queria era um peguete de conveniência? bom, é, acho que peguetes de conveniência não sentem saudade. controle-se, amanda, tá tudo dentro dos conformes.
patético.
ontem uma amiga perguntou de você
eu contei, mas em voz alta me soou bem ridículo.
inacreditável o que a gente tá fazendo com a gente.
me assusta essa nossa necessidade boba de rotular as coisas e controlar sentimentos.
pronto, num piscar de olhos estragamos tudo.
então, faz assim: vai viver sua vida, eu vivo a minha.
quem sabe um dia a gente se esbarra.
e aí, eu torço para que você seja uma pessoa melhor.
porque hoje,
mas eu fico aqui, morrendo de saudades do que poderia ter sido.
cena patética 1
torci pra que hoje chovesse horrores e ele desistisse de ir. mas não. acordei e o céu tava azul. um solão, que não aparecia tinha uma semana. de repente me pego na internet procurando o horário da festa que ele vai. e torcendo pra que amanhã ele se sinta culpado por ter recusado o cinema na sexta.
e olha que tudo que eu queria era um peguete de conveniência.
patético.