quarta-feira, 19 de novembro de 2008

são seis da manhã e eu não tenho pra onde ir.

é muito ruim saber que esse aperto no meu peito tem nome.
e que não importa quantos Joãos, Daniéis e Rafaéis me levem ao cinema, me convidem pra almoçar ou me acordem de madrugada com um SMS bonitinho, ainda vai doer.
e não importa que o Fernandinho elogie o meu perfume.
era o seu cheiro que eu queria sentir.

é muito ruim acordar com saudades.
e saber que um abraço seu não tem previsão pra acontecer.
a distância física é um saco.
mas não é nada perto dessa barreira que a gente colocou entre a gente.

aí, cabeção.
como eu quero você.
sonhei com o seu sotaque hoje.
vem me dar um beijo, vem.
e depois, me coloca pra domir.

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